domingo, 18 agosto 2019
Hugo Galhofas

Hugo Galhofas

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População

Publicado em Conteúdos sexta, 24 agosto 2012 15:21 0

A freguesia da Granja tem vindo a registar, desde a década de 60, uma clara diminuição demográfica, havendo dois factores importantes que justificam esta clara diminuição, a primeira e talvez a mais relevante é a elevada taxa de mortalidade (15‰) aliada á baixa taxa de natalidade (8,2‰). Outro dos factores é a elevada corrente migratória, quer para o exterior, quer para os grandes centros urbanos, sobretudo para a região de Lisboa.

Obrigada a abandonar a sua terra natal, uma grande parte da população foi, em busca de melhores condições de vida e de trabalho noutros países da Europa, preferencialmente para a Suiça, França e Inglaterra.

Segundo números do Instituto Nacional de Estatistica, revelados nos censos 2011, na nossa aldeia existem 267 Familias, divididas da seguinte forma:

  • 75 Familias compostas por 1 Pessoa; - 105 Familias constituidas por 2 pessoas; - 41 Familias compostas por 3 Pessoas; - 35 Familias constituidas por 4 Pessoas; - 11 Familias com 5 ou mais pessoas.
  • Segundo o mesmo instituto (INE), a "nossa" Granja conta (á data dos censos 2011), com 605 residentes, sendo que 304 são do sexo masculino e os outros 301 são do sexo oposto.

Apurando melhor os factos ainda observamos que:

  • dos 304 homens 124 são solteiros, 153 são casados, 10 viúvos e 17 divorciados.

Mais:

  • que das 301 mulheres, 82 são solteiras, 154 são casadas,18 são viúvas e 47(!!?) divorciadas.

A Granja conta actualmente com uma densidade Populacional de 6,5 por Km2.

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística.

População

Localização

Publicado em Conteúdos sexta, 24 agosto 2012 15:16 0

Granja, é uma freguesia que pertence ao Concelho de Mourão, situa-se entre o Alto e o Baixo Alentejo.

Encontra-se a 12 Km da sede concelhia, sendo a última povoação do distrito de Évora e do Alto Alentejo. Localiza-se a cerca de 70 Km da capital de Distrito, Évora e a 214 km de Lisboa, inserida numa região que faz fronteira com a Estremadura Espanhola.

As freguesias que limitam com a freguesia da Granja influíram a área geográfica da mesma, especialmente as freguesias da Amareleja e da Póvoa de S. Miguel, (Concelho de Moura), a freguesia de Barrancos, (Concelho de Barrancos) e a freguesia de Mourão, (Concelho de Mourão). Do lado Espanhol, na Estremadura Espanhola, o destaque vai para os povos de Villanueva del Fresno, (Comarca de Olivença), e de Valência del Mombuey (Comarca de Jerez de los Caballeros).

História

Publicado em Conteúdos sexta, 24 agosto 2012 15:04 0

Muito pouco ou nada se sabe acerca dos primeiros povos que terão habitado esta freguesia. Em grande parte, este desconhecimento, deve-se ás constantes pilhagens de que foram vitima os arquivos documentais históricos dos templos desta freguesia, mais especificamente a Igreja de S. Brás e a Igreja da Misericórdia. Os saques frequentes por parte dos Espanhóis durante a Guerra da Restauração, no séc. XVII, contribuíram também para a falta de conhecimento em torno da origem desta freguesia.


No entanto, no Séc. XIII já existiam referências a uma Granja do Hospital, administrada pela ordem Religiosa dos Freires do Hospital. Esta teria-lhes sido doada, no sec. XIII, pelos reis de Leão e Castela, recebendo então essa designação.


Túlio Espanca, (Inventário Artístico de Portugal) defende que esta zona foi, primitivamente, habitada por povos do paleolítico e, mais tarde, por romanos e Árabes, que deixaram como legado duas pontes, que se erguiam sobre os rios Godelim e Alcarrache, e algumas chaminés mouriscas. No tempo da reconquista esta área sofreu vários ataques por parte das hostes cristãs lideradas por D. Afonso Henriques e Geraldo Sem Pavor.


No século XIV, a defesa da Granja do Hospital foi consignada aos Hospitalários de S. João de Acre, e já no século XVI á ordem de Avis. Ainda no século XIV foi edificado, no ponto mais alto da aldeia, um templo religioso, a Igreja de S. Brás, cujas proporções lhe dão uma visibilidade Privilegiada em relação aos demais edifícios.

 

Este produtor de Mel tem levado o Nome da nossa Aldeia bem longe. Não só pela qualidade do seu produto, o Mel, mas também pela presença da marca Granja no Rótulo do mesmo.

Todo o seu conhecimento da actividade apicola advém da sua própria curiosidade, obtendo formação através de cursos, literatura e transmissão de conhecimentos de outros apicultores.

Para comprar este precioso mel deverá contactar o produtor.

Contacto:

João José Caeiro Bação

Rua Joaquim António de Castro, LT 1

Granja 7240-012

Telef.: 210 805 368

Telem.: 933 427 854

Na Aldeia da Granja, existem vários produtores de diversas áreas, desde o Vinho, Queijos, Enchidos até a produtos como o Mel, o grande problema (e que nós até concordamos por questões óbvias), as pessoas não querem/podem expor-se.

Aqui deixamo-vos alguns exemplos dos Produtos.

 

   
 
João José Caeiro Bação

Mel

 

As danças e cantares acompanham muitas das festas do calendário religioso e não só. Algumas servem apenas para ajudar a aliviar a fadiga de um duro dia de trabalho no campo. “As brincadeiras”, como são designadas na gíria popular da Granja, decorrem por altura do Carnaval. A origem desta dança é desconhecida, mas trata-se de um ritual bastante antigo que se vem realizando há bastantes anos, e as letras são essencialmente as "Canções de Escárnio e Mal Dizer" dos nossos dias. Letras estas que servem para criticar de alguma forma as questões politicas, socias, desportivas, etc, que se passam anualmente na nossa freguesia.

 

Outra das tradições da Granja são os bailes da Pinha e da Laranja.

Todos os anos, celebra-se nos meses de Fevereiro e Março, os bailes da pinha. Há a pinha dos casados (geralmente organizada pelos casados) e a Pinha dos Solteiros, que como o nome indica é organizada pelos solteiros da Freguesia.

No sábado de Aleluia realiza-se o Baile da Laranja. Pinhas estas que são geralmente ornamentadas com flores de várias cores, onde são colocadas fitas que levam na ponta outra flor. As honras do baile são feitas pela rainha e pelo rei, que convida pares candidatos ao título. As candidatas agarram uma das fitas entregues pela rainha, existindo apenas uma capaz de abrir a pinha ou a laranja. O par possuidor dessa fita ganha o direito de no ano seguinte ser o organizador da festa. é tradição também que o novo par de Reis ofereçam a respectiva Açorda de Alho na casa de um destes aos "Resistentes" da festa já decorrida.

Pinha

 

Laranja 
Comparando o vestuário de antigamente com o de hoje em dia denota-se uma grande diferença. Actualmente, as pessoas vestem-se de acordo com o que está mais em voga, enquanto antigamente o vestuário reflectia um pouco da cultura da região onde era utilizado. Nesta freguesia, em particular, as mulheres tinham por hábito usar camisa, colete, saia franzida, combinação, avental e lenço na cabeça. Por ocasião da morte de um familiar próximo vestiam-se todas de negro, mal se vendo os olhos, e cobriam os ombros com um xaile, que usavam até tirar o luto. Algumas mulheres, essencialmente as de mais idade, envergam ainda este tipo de traje. As calças de pano simples, camisa, colete, jaqueta, eram algumas das peças que faziam parte das vestes dos homens. O chapéu, obviamente, não podia faltar, bem como a peliça alentejana, substituída nas classes mais abastadas pela samarra e pelo capote alentejano. Nos campos, durante as tosquias das ovelhas, utilizavam os safões. O homem, tal como a mulher, tem vindo a adaptar a sua forma de vestir ás exigências da sociedade actual, embora muitos idosos continuem a usar, no dia a dia e durante as festividades, o tradicional chapéu preto e o colete.

 

Nesta freguesia a pecuária é o sustento da maior parte das famílias. Habitualmente, é costume comprarem-se ou criarem-se porcos, para depois se proceder á matança dos mesmos. Geralmente, quem cria os animais, alimenta-os durante um ano com sobras, bolotas e milho. Geralmente designado por matança do porco, constitui uma espécie de festa familiar, onde todos participam, ajudando de uma forma ou de outra. Este ambiente de saudável convívio, acompanhado de bons petiscos e vinho da adega, ocorre geralmente em Dezembro ou Janeiro.

Festas

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Todos os anos a Granja presenteia os seus habitantes com três alegres festas, a saber:

 

Festas em honra de S. Brás

Anualmente, no segundo fim-de-semana de Fevereiro, tem lugar na nosso freguesia a festa do seu Padroeiro. Inicialmente organizada pela população emigrante, através de uma comissão de festas eleita anualmente, passou a ser realizada pela própria junta de freguesia. Com a duração de três dias, geralmente o Sábado, Domingoe Segunda-Feira, compreende uma série de eventos bastante variados. Ao sábado realiza-se a tradicional corrida de toiros, bailes e espectáculos de variedades, bem como o Fogo de Artifício. No domingo procede-se á realização da procissão em honra de S. Brás, que percorre todos os anos as ruas da Freguesia. A Segunda-Feira realiza-se a tradicional Vacada e o Baile que dão fim a estas festas.

 

Festas em Honra de S. Sebastião

Esta festa ocorre no terceiro fim-de-semana de Setembro, embora em anos longínquos realizava-se no mês de Agosto, festa esta que tem início na sexta-feira anterior e só termine na segunda-feira seguinte. Ou seja, tem a duração de 4 dias, durante os quais realizam-se espectáculos taurinos, de fogo de artifício, bailes, concertos de artistas populares. No dia dedicado a S. Sebastião (Domingo) realiza-se a tradicional procissão, que percorre as principais ruas da aldeia.

 

Festas em Honra de Nª. Srª da Conceição

Esta festa ocorre anualmente e sem excepção, no dia 8 de Dezembro (Dia de Nª Srª da Conceição), e tem a particularidade de ser sempre organizada pelas Mulheres desta Freguesia, outrora pelas jovens solteiras da Granja e mais recentemente passou a ser organizada não só pelas jovens solteiras mas também pelas mulheres casadas da freguesia.

 

 

 

S. Brás
 
S. Sebastião
 

 

 Nª Srª da Conceição